sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Metro de Mirandela acaba com a chegada da nova mobilidade ao Tua

17/02/2017 - Notícias ao Minuto

O metro de Mirandela que assegura os transportes na linha do Tua há mais de 20 anos vai desaparecer com a entrada em funcionamento do novo plano de mobilidade prevista para o verão.

   
A informação foi avançada à Lusa pelo presidente da empresa municipal e da Câmara de Mirandela, António Branco, que tenciona suprimir este transporte também no troço entre Carvalhais e Mirandela, que é da responsabilidade da autarquia e deu origem ao metro.

António Branco vai substituir gradualmente o metro pelos transportes urbanos municipais, mas não afasta a possibilidade de as carruagens e outros recursos poderem participar do novo plano de mobilidade turística e quotidiana do vale do rio Tua, em termos diferentes dos atuais.

A empresa municipal responsável pelo metro está na lista das que a Administração Central determinou que deviam encerrar por prejuízos sucessivos.

A particularidade do serviço que presta e desta zona tem mantido o metro a funcionar prestando serviço no troço urbano entre Mirandela e Carvalhais e, há mais de 20 anos, nos cerca de 50 quilómetros da ferrovia, entre Mirandela e o Tua, ao serviço da CP.

A circulação na linha foi desativada, em 2008, depois de sucessivos acidentes, e as carruagens do metro fazem, desde então, apenas os 15 quilómetros entre Mirandela e o Cachão, a pensar nos trabalhadores do antigo complexo industrial.

A empresa municipal do metro acabou também por assumir a gestão do transporte rodoviário alternativo ao comboio, entre o Cachão e o Tua recebe uma contrapartida financeira anual da CP no valor de 230 mil euros.

António Branco não sabe ainda como vai ser este ano, já que o acordo terminou a 31 de dezembro e os transportes alternativos, feitos por táxis continuam a circular, mas o acordo ainda não foi renovado.

"Tem sido sempre difícil", como observou à Lusa, mas o dinheiro acaba por chegar.

A intenção do presidente é desativar e extinguir o metro logo que o plano de mobilidade para o vale do Tua esteja operacional, o que se prevê para "junho/julho".

O plano será concessionado a um operador privado, o empresário dos passeios de barco no Douro, Mário Ferreira, com uma vertente turística que contempla um comboio histórico e barcos, e outra de transporte quotidiano para as populações com outro tipo de comboio e transporte rodoviário, onde a ferroviária ficou submersa, entre a Brunheda e o Tua, pela nova barragem que financia o projeto como contrapartida.

Se o operador privado assim entender, as carruagens do metro poderão continuar a assegurar o transporte às populações, mas a prestação desse serviço será, contudo, diferente dos moldes atuais.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Mais 6 quilómetros. 7 novas estações. Metro do Porto vai crescer

08/02/2016 - Diário de Notícias

GLOBAL IMAGENS

DN

A nova Linha Rosa (G), totalmente subterrânea, vai fazer a ligação entre a Casa da Música e S. Bento. Linha Amarela (D) vai estender-se até Vila D"Este

As ligações do Metro do Porto entre a Baixa portuense e a Boavista e até Vila D'Este, em Gaia, hoje anunciadas como as próximas construções de expansão da rede, permitirão transportar mais de 30 mil novos clientes por dia.

Em conferência de imprensa, o presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto, Jorge Delgado, afirmou que estas duas novas ligações são as que se revelam "uma solução ótima" por permitirem maior ganho de receita e uma maior taxa de cobertura, de acordo com os estudos efetuados.

Com estas duas novas ligações, o metro irá crescer quase seis quilómetros no Porto e em Gaia, e somar sete novas estações à rede.

De acordo com o projeto apresentado, a nova ligação no Porto - Linha Rosa -, será enterrada e ligará a Casa da Música, na Boavista, à estação ferroviária de S. Bento, na Baixa do Porto, tendo um custo estimado de 181 milhões de euros.

A nova Linha Rosa (G) vai fazer a ligação entre a Casa da Música e S. Bento. Será totalmente subterrânea e o percurso contempla estações na Praça da Galiza e no Hospital de Santo António, bem como ligações directas às actuais estações da Casa da Música e de S. Bento  |  DR

Esta ligação, que recupera parte dos traçados da denominada Linha Circular, anunciada em 2007, e da Linha do Campo Alegre, implicará a construção de novas quatro paragens: Casa da Música (com ligação subterrânea pedonal à atual estação), Galiza, Hospital de Santo António e Estação de S. Bento (com ligação subterrânea à estação ferroviária).

Já a extensão da Linha Amarela de Santo Ovídio a Vila D'Este, em Gaia, cuja construção está orçada em 106 milhões de euros, será construída à superfície e terá três paragens: Manuel Leitão (próxima da escola EB 2,3 Soares dos Reis e da RTP), Hospital Santos Silva e Vila D'Este (próxima da urbanização onde habitam cerca de 16 mil pessoas).

Em Gaia, a extensão do percurso da Linha Amarela (D) até Vila D’Este representa um acréscimo de 3,18km à extensão actual da linha e duas novas estações intermédias: Manuel Leão e Hospital Santos Silva  |  DR

Jorge Delgado apontou o arranque das obras para 2019, devendo os concursos públicos ser lançados em maio de 2018.

A construção destas novas ligações no Porto e em Gaia foi hoje aprovada pelo conselho de administração da empresa, que reuniu esta manhã, antes da apresentação dos projetos aos jornalistas.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Metro vai crescer no Porto e em Gaia

06/02/2017 - Negócios

O Metro do Porto vai contar com uma nova ligação entre as estações da Casa da Música e S. Bento e prolongará a de Vila Nova de Gaia à Vila d'Este. O investimento, para concretizar em 2021, será de 287 milhões de euros.

Metro vai crescer no Porto e em Gaia
Paulo Duarte/Negócios

Maria  João Babo Maria João Babo mbabo@negocios.pt

O Metro do Porto vai contar com duas novas linhas em 2021, uma entre as estações da Casa da Música e S.Bento, no centro da cidade, e outra que prolongará a linha amarela entre Santo Ovídio e Vila d' Este, em Vila Nova de Gaia.

O Negócios sabe que é esta a proposta de expansão da rede que o conselho de administração da Metro do Porto vai debater e aprovar esta terça-feira. Das possibilidades que foram analisadas, aquelas duas ligações foram que mais se aproximaram ao pretendido pela empresa e pelo Governo em termos de custos e de procura.

O investimento nestas novas linhas totaliza os 287 milhões de euros, cumprindo a dotação orçamental máxima de 290 milhões prevista para a expansão da rede, que serão financiados através do Plano Juncker. Na construção da linha rosa, que terá ainda estações na praça da Galiza e Hospital de Santo António, o investimento será de 181 milhões, enquanto o prolongamento da linha amarela para Sul está previsto custar 106 milhões.  

Após a aprovação pelo conselho de administração, a Metro do Porto irá agora desenvolver os projectos de execução de cada uma das linhas, que terão ainda de ser submetidas a estudos de impacto ambiental. O concurso público para a construção deverá ser lançado no final do primeiro semestre de 2018, de forma a que a obra arranque em 2019 e decorra num prazo de três anos.

Mais 12 milhões de clientes por ano

Estes investimentos estão previstos gerar uma procura adicional na rede do Metro do Porto de mais de 30 mil clientes por dia útil, apontando os estudos que suportam a proposta para um crescimento de 12 milhões de clientes por ano, a juntar aos actuais 58 milhões que anualmente são transportados no metro do Porto. A linha amarela representa actualmente um terço do total da procura da Metro do Porto. 

Em ambas as linhas, tendo em conta os estudos de procura que foram realizados, a receita de bilhética e os custos de operação, prevê-se que a taxa de cobertura ultrapasse os 100%. O Negócios sabe que uma das condições colocadas pela administração da Metro era que a expansão da rede não criasse défices de exploração, pondo em causa as taxas de cobertura que a empresa apresenta, na ordem dos 114%.

Metros com 500 milhões

Para a expansão da rede, a Metro do Porto analisou nove possibilidades, algumas abandonadas por não cumprirem os pressupostos em termos de custos e de procura. Um dos casos que o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, já tinha anunciado que não se concretizaria era o prolongamento da rede para a Trofa por questões de falta de procura. Em cima da mesa estiveram ainda planos para a expansão para Valbom, em Gondomar, ou a criação de segundas linhas para Maia, Matosinhos ou Gaia. Projectos que vão ter de esperar.

O Governo anunciou no ano passado 500 milhões de euros para a expansão dos metros de Lisboa e do Porto, tendo atribuído uma dotação máxima de 290 milhões de euros para a empresa da cidade Invicta integrar investimento a financiar pelo plano Juncker.

A estratégia definida pelo conselho de administração da Metro do Porto para o horizonte 2007-2027 passa, entre outras, pela cobertura de zonas com densidade populacional superior a 5.000 habitantes por quilómetro quadrado. Para a escolha das linhas que avançarão agora, além do tecto de 290 milhões de euros, a empresa levou em linha de conta a viabilidade técnica de cada um dos projectos, os estudos de procura, a optimização do investimento e a obrigação de atingir uma taxa de cobertura próxima dos 100%. 

Parlamento vai analisar transportes

A criação de um grupo de trabalho sobre transportes vai ser debatida esta quarta-feira pelos deputados da comissão de economia, inovação e obras públicas. Em cima da mesa está uma proposta do Bloco de Esquerda, que poderá avançar com a conclusão de outros grupos de trabalho, para uma reflexão genérica sobre o sector. O objectivo é avaliar globalmente o sector dos transportes - marítimo, aéreo e terrestre - ouvindo operadores, trabalhadores e utentes.    


Novas linhas do metro do Porto vão custar 287 milhões de euros

São duas as novas linhas que a administração da Metro do Porto vai aprovar esta terça-feira, para abrirem em 2021. A expansão da rede vai exigir um investimento de 287 milhões de euros.    

Linha rosa: Casa da Música-S. Bento

A nova linha rosa (G) vai ligar as estações da Casa da Música e S. Bento, com um total de mais de 2,7 quilómetros de extensão em via dupla. Contará com quatro novas estações, todas subterrâneas: Casa da Música, Galiza, Hospital de Santo António e S. Bento II. O projecto prevê que as estações da Casa da Música e S. Bento sejam totalmente novas, integrando-se, através de túneis pedonais, com as actuais estações com os mesmos nomes. O custo desta linha é de 181 milhões de euros.      

Linha amarela: Santo Ovídio-Vila d'Este 

O prolongamento da estação de Santo Ovídio até Vila d' Este, em Vila Nova de Gaia, terá uma extensão de 3,2 quilómetros em via dupla. Terá três novas estações, uma delas subterrânea, um viaduto com cerca de 600 metros e um túnel com cerca de 800 metros. Segundo o projecto, o troço entre as estações Hospital e Vila d'Este terá uma ramificação de acesso ao parque de material circulante a construir. O custo previsto do prolongamento do metro em Gaia é de 106 milhões.

http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/transportes/detalhe/metro-vai-crescer-no-porto-e-em-gaia