segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Investidores brasileiros vão às compras em Portugal

10/10/2011 - France Presse

Motor da América Latina, o Brasil aproveita a crise na Europa para investir cada vez mais em Portugal, sua antiga metrópole, que hoje é a porta de entrada das empresas brasileiras no Velho Continente.

"Nos últimos tempos, Portugal recebeu grandes investimentos brasileiros e há uma tendência a aumentar", declarou à AFP Maria Carolina Lousinha, do serviço econômico da embaixada de Portugal no Brasil.

Os investimentos brasileiros em Portugal ocorrem, sobretudo, em áreas como a aviação, a construção civil, a siderurgia e o setor bancário.

Portugal foi em 2010 o sexto destino dos investidores brasileiros, ao receber cerca de 1 bilhão de dólares do Brasil, atrás das Ilhas Caimã, dos Estados Unidos, da Holanda, de Luxemburgo e de Hong Kong, indicou à AFP uma porta-voz do Banco Central do Brasil.

Em 2009, os investimentos brasileiros em Portugal quintuplicaram em relação a 2008, com US$ 310 milhões.

As grandes empresas brasileiras, como a fabricante de aviões Embraer, ou os grupos de construção civil Odebrecht e Camargo Correa são os maiores investidores, "mas, cada vez mais, as pequenas empresas buscam se implantar" em Portugal, acrescentou Lousinha.

A diplomata explicou que o mercado português atrai os brasileiros devido à língua comum dos dois países, por sua mão de obra qualificada e "pelo triângulo Brasil-Portugal-África", um mercado lusófono que os portugueses conhecem bem.

Além disso, uma série de privatizações estão previstas em Portugal - a companhia aérea TAP, a empresa de gestão de aeroportos, obras navais - e "os brasileiros estão muito interessados", explicou a responsável econômica da embaixada.

"Portugal é a porta de entrada do Brasil na União Europeia", ressaltou.

EMBRAER

Em 2009, ao inaugurar a construção de uma usina em Évora, a 130 km de Lisboa, o presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado, assegurou que o objetivo é reforçar a relação com Portugal "e, de maneira mais ampla, com a Europa", um "dos maiores e mais importantes mercados" para sua empresa.

Para o porta-voz da Câmara de Comércio Brasil-Portugal em São Paulo, Caio Rocha Torrão, "os investidores brasileiros estão atentos às oportunidades em Portugal e na Europa que aumentarão com a crise, já que lá as empresas precisam de liquidez".

"As grandes empresas brasileiras seguirão investindo e as pequenas e médias empresas tenderão a fazer fusões e aquisições de empresas em Portugal e na Europa", ressaltou Torrão.

A Copa do Mundo de futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 no Brasil criaram "enormes oportunidades de investimento (para os europeus) em infraestrutura e serviços. E irá ocorrer uma reciprocidade com as empresas brasileiras", considerou.

Em março, um colunista do jornal britânico Financial Times lançou uma proposta provocadora para resolver a crise da dívida portuguesa: que Portugal abandone a União Europeia e seja anexado pelo Brasil, sua antiga colônia.

"Portugal seria uma grande província (do Brasil), mas estaria longe de ser dominante: 5% de sua população e 10% do PIB", afirmou.

A presidente Dilma Rousseff viajou em março a Portugal e ressaltou a disposição do Brasil em ajudar a nação europeia no contexto das dificuldades econômicas enfrentadas pelo Velho Continente.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Governo vai criar duas linhas ferroviárias rápidas entre Portugal e Espanha

27/09/2011 - Exame Expresso

O Governo vai criar duas linhas ferroviárias rápidas de Sines a Madrid e de Aveiro a Salamanca. (Veja vídeo no final do texto)

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, disse no programa Prós e Contras na RTP1, que o Governo vai criar duas linhas ferroviárias rápidas entre Portugal e Espanha.

A estratégia passa por aproveitar os portos marítimos e as ferrovias de bitola europeia, com linhas de passageiros e mercadorias de Sines a Madrid e de Aveiro a Salamanca.

A União Europeia confirmou que os fundos alocados ao comboio de alta velocidade (TGV) poderão ser aplicados às novas linhas ferroviárias, que deverão ligar Portugal à Europa e aumentar a competitividade.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Lisboa já conta com 40 km de ciclovias

31/05/2011 - Menos um Carro


A cidade de Lisboa conta, actualmente, com cerca de 40 quilómetros de ciclovias que têm conquistado a confiança dos lisboetas. No entanto, a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUP) alerta para a falta de segurança ainda existente nos parques de estacionamento das bicicletas.

De acordo com o presidente da FPCUP, José Manuel Caetano, “há muito mais gente a andar de bicicleta em Lisboa. Mas os parques de estacionamento ainda estão para ser rectificados para oferecer mais segurança”.

A construção das ciclovias tem sido uma aposta da autarquia, que continua a lançar projectos para melhorar e aumentar a rede ciclável na cidade, noticia o Metro.

Recorde-se que os primeiros troços foram construídos em 2001 no Campo Grande, Telheiras, Radial de Benfica e Monsanto, num total de 7,8 quilómetros, segundo dados da Câmara de Lisboa.

Depois foram construídos mais 3,6 quilómetros no Parque das Nações e, posteriormente – em 2008-, iniciou-se a implementação da Rede de Percursos e Corredores, que permitiu construir uma rede com cerca de 40 quilómetros já concluídos, ligando os troços já existentes, explicou fonte da autarquia.

A rede permite actualmente ligar os principais parques e áreas verdes da cidade. Mas outro dos planos da autarquia é articular as ciclovias com a rede de transportes públicos, com vista a diminuir a circulação automóvel na cidade.

De salientar ainda que, neste sentido, a Câmara lançou também os cursos para aprender a circular de bicicleta na cidade. Relembre a notícia no Menos um Carro.

O aumento do número de ciclistas na cidade é confirmado pelos comerciantes de bicicletas, que têm verificado um impulso no negócio.