quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Odebrecht sai da rodovia para entrar no trem

14/12/2010 - Portugal Digital

O grupo brasileiro Odebrecht vendeu à Ascendi, por 126 milhões de euros, participações em quatro auto-estradas portuguesas, para investir nos projectos do TGV (Trem de Alta Velocidade), na plataforma do Poceirão e na concessão do Baixo Tejo.

A Ascendi é controlada pela construtora portuguesa Mota-Engil e pelo Banco Espírito Santo. Com esta operação, a Odebrecht, que detém a construtora Bento Pedroso, aliena as participações nas auto-estradas da Costa de Prata, Norte, Beiras Litoral e Alta e Grande Porto.

Estas alienações são feitas no âmbito da reestruturação do seu portfolio de investimentos em Portugal, permitindo-lhe, simultâneamente, centrar-se nos projectos infra-estruturantes em desenvolvimento no País, designadamente nos sectores rodoviário, ferroviário e parques logísticos”, anunciou a empresa em comunicado.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Viagem de comboio Pendular até Faro está mais rápida

12/15/2010 - Menos um carro

A partir de agora quem pretender viajar de comboio rápido (Alfa Pendular) de Lisboa/Porto para Faro chegará mais depressa. Devido à abertura ao tráfego da variante de Alcácer do Sal, o percurso pode ser feito a uma velocidade maior, permitindo um ganho de 13 minutos no trajecto para Sul e de 10 minutos para Norte.

De acordo com o Público, este novo troço ferroviário, com 29 km de extensão, reduz o trajecto para sul em menos de sete km e permite ao comboio atingir uma velocidade de 220 Km/hora, razão pela qual a viagem em Alfa Pendular se realiza agora em menos 13 minutos no sentido descendente (Lisboa-Faro) e em menos 10 minutos no sentido ascendente Faro-Lisboa).

A redução do tempo de percurso afecta também a ligação Porto-Faro que anteriormente se fazia em 6 horas e 8 minutos e agora se faz em 5 horas e 55 minutos. No sentido inverso, o ganho também é considerável: dez minutos.

Os comboios Intercidades não partilham dos mesmos ganhos porque continuam a circular pela linha antiga por forma a servirem a estação de Alcácer que fica de fora da variante. Em todo o caso, a razão principal deste investimento de 159 milhões de euros, a cargo da Refer, é o tráfego de mercadorias pois o novo troço integra-se no eixo Sines-Badajoz que tem vindo a ser construído por fases, quer através de novos troços, quer modernizando a linha já existente.

A obra conta com uma nova ponte de 480 metros sobre o rio Sado, três viadutos e 15 passagens desniveladas.