quinta-feira, 29 de julho de 2010

Fertagus conseguiu retirar 20 mil veículos da Ponte 25 de Abril


7/29/2010 - Carris (Lisboa)



A Fertagus, empresa do Grupo Barraqueiro concessionária da gestão e exploração da linha ferroviária do Eixo Norte/Sul, que inclui a travessia do Tejo através da Ponte 25 de Abril, celebra hoje o seu 11º aniversário e faz um balanço positivo da sua actividade.

Segundo o Destak, nos últimos 11 anos, a Fertagus transportou 180 milhões de passageiros, que “expressam um nível de satisfação de 4,5 numa escala de 1 a 5” e evocam os valores da eficiência, confiança, inovação e estabilidade para justificar a sua preferência.
Só em 2009, a Fertagus transportou, em média, 85 mil passageiros por dia, apresentando desde o início da concessão um crescimento de 2% e conseguindo retirar 20 mil veículos da Ponte 25 de Abril devido à possibilidade de atravessá-la de comboio.

No futuro, a Fertagus espera constituir-se como a primeira empresa de serviço ferroviário a apresentar auto-sustentação económica e aprofundar o Sistema de Gestão de Qualidade e Segurança. Além disso, a empresa pretende também melhorar a integração do serviço com o Metro Sul do Tejo, cuja gestão e exploração também é da sua responsabilidade.
De salientar ainda que a empresa anunciou recentemente ter aumentado o valor entregue ao Estado pela gestão e exploração da linha ferroviária do Eixo Norte/Sul em 2009, decorrente do excedente de receitas, que atingiu os dois milhões de euros.

Veja o vídeo sobre os comboios da Fertagus.

http://www.menosumcarro.pt/Default.aspx?tabid=75&itemId=730&g=f95256a7-7b9e-4219-8dde-c73fdee4a3aa&utm_source=menosumcarro&utm_medium=twitter

Primeiro troço de TGV arranca em Setembro



00h16m

CATARINA CRAVEIRO - Jornal de notícias
O ministro das Obras Públicas reiterou, ontem, que as obras do troço de alta velocidade Poceirão-Caia, na ligação Lisboa-Madrid vão arrancar em Setembro.
Em Portugal, o TGV avança de forma mais lenta do que em Espanha, mas António Mendonça mantém o compromisso: "Estamos ligeiramente mais atrasados, porque temos uma metodologia diferente: duas grandes parcerias público-privadas".
É preciso, diz, "recuperar o atraso que existiu na ligação entre Portugal e Espanha. Estamos a trabalhar para isso".
António Mendonça assistia aos testes de carga no viaduto de Alcazaba, naquele que é o primeiro teste da linha de alta velocidade na Extremadura. O viaduto tem uma extensão de 130 metros de comprimento e está inserido na linha de alta velocidade programada para o tráfego misto. O teste de carga estático consistiu em colocar no tabuleiro do viaduto 12 camiões, cada um com 40 toneladas (juntos reflectem o peso do TGV). Não há ainda por ali sinais de linha construída, mas a ponte não caiu, o que prova que a infra-estrutura aguenta o peso da alta velocidade.
Este tipo de testes são obrigatórios em qualquer estrutura do género antes da sua abertura ao tráfego e permitiu comprovar a adequada concepção do viaduto.
Quanto à terceira travessia sobre o Tejo, António Mendonça explicou que o modelo de financiamento teve de ser revisto, devido à crise internacional, mas a intenção é avançar com os projectos, agora suspensos, "o mais rapidamente possível".

Serpa vai ter autocarro eléctrico a partir de Setembro


Radio Pax - 29/07/2010


A autarquia de Serpa está a reforçar o investimento na mobilidade sustentável. A partir de Setembro, a cidade alentejana vai contar com um circuito de bicicletas, disponibilizadas gratuitamente à população, em três pontos distintos na localidade.

Além disso, na mesma altura começa a circular um miniautocarro eléctrico, que a câmara já adquiriu. A data escolhida coincide com a Semana Europeia da Mobilidade, de 16 a 22 de Setembro, uma iniciativa que Serpa já tem por hábito assinalar.

As explicações do vereador Tomé Pires. O autarca revela ainda que já está concluído o concurso para adjudicação da obra para a ciclovia que vai ligar Serpa ao Guadiana. A pista, com uma extensão de cerca de oito quilómetros, vai incluir ainda outros equipamentos, como um parque fluvial.

A obra vai permitir “aproveitar todas as potencialidades da ligação de Serpa ao rio, entre a paisagem rural e urbana”, e deve estar concluída ainda no final deste ano, ou no início de 2011, avança Tomé Pires.

A autarquia de Serpa quer sensibilizar os munícipes para a utilização da bicicleta como meio de transporte alternativo para garantir os objectivos ambientais do Plano de Mobilidade Sustentável.



http://www.radiopax.com/noticias.php?go=noticias&id=9756&d=noticias

quarta-feira, 28 de julho de 2010

“O Metro será uma realidade na Trofa” (Porto)


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Edição 279 - O Notícias da Trofa
Publicado por Isabel Moreira Pereira   
Domingo, 25 Julho 2010 10:00
Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa, está confiante de que a obra do Metro vai avançar. As notícias que surgiram recentemente na comunicação social que davam conta do possível adiamento da empreitada, motivaram uma reacção do executivo camarário trofense.
"O metro será uma realidade na Trofa". Esta é a convicção de Joana Lima e do restante executivo camarário que esta sexta-feira anunciaram, em conferência de imprensa, a convicção de que "o Governo e a empresa Metro do Porto vão cumprir com o prometido".
"Reuni, enquanto presidente da Câmara Municipal da Trofa, na semana passada, com o senhor Secretário de Estado dos Transportes, Dr. Carlos Correia da Fonseca, e com o senhor Presidente do Conselho de Administração e Presidente da Comissão Executiva da Empresa Metro do Porto, Dr. Ricardo Fonseca, justamente sobre esta matéria da construção da linha do Metro até à Trofa, e ambos me asseguraram e me deram garantias que a obra do Metro é para avançar", afirmou.
Consciente de que "o país enfrenta desafios muito exigentes, sobretudo em matéria de finanças públicas", Joana Lima não ignora que "na Trofa está criada uma dinâmica de crescimento e de desenvolvimento, que nem a pesada crise que o país vive poderá derrotar". Quando questionada sobre se está disposta a contrariar o Governo para que a obra do Metro chegue à Trofa, a edil prometeu não abdicar dos direitos dos trofenses. "Este executivo não está contra ninguém, mas sim a favor de todos os trofenses, estaremos na linha da frente na defesa dos trofenses, não querendo estar contra ninguém, mas sim a favor de causas, de princípios e de direitos que todos nós adquirimos, nomeadamente na questão do Metro", afirmou.
Joana Lima não deixou de mencionar as obras que considera fundamentais para garantir a qualidade de vida de todos os trofenses. "Estamos optimistas, pois sabemos que o relançamento económico de Portugal tem que ser feito por via do investimento público e, em tudo o que depender de nós, a Trofa estará no centro desse investimento, e o Metro, as variantes, a requalificação urbana da zona central da cidade, a criação do Parque das Azenhas e a construção dos Paços do Concelho serão uma realidade em breve", adiantou.
No entanto, Joana Lima sabe que se a obra do Metro não começar, a requalificação urbana dos Parques Sr.ª Das Dores e Dr. Lima Carneiro pode estar comprometida e, por isso, garante que a Trofa não vai abdicar "da obra do Metro e da regeneração urbana". Esta obra implicará um investimento "de 10 milhões de euros", sendo que "80 por cento (do financiamento) será a fundo perdido" e estará concluída em 2012.
Com o avanço desta obra, a autarquia vai ter de encontrar outro espaço para realizar a ExpoTrofa.
O executivo municipal "tem já um conjunto de locais que podem servir de palco para o certame", mas a edil preferiu não avançar com nenhuma localização.
Para os murenses, que viram o comboio sair dos carris da freguesia há quase dez anos e que anseiam a vinda do metro, Joana Lima deixou ainda uma palavra de conforto: "Aos moradores do Muro o que lhes digo é que confiem, pois estamos a fazer tudo o que é possível para alcançar os objectivos".

Assembleia Metropolitana do Porto exige expansão da rede do metro
Esta segunda-feira a Assembleia Metropolitana do Porto exigiu o avanço imediato da segunda fase da rede do Metro, avançou a Lusa. A posição surge menos de uma semana depois de a presidente da Câmara da Trofa, Joana Lima, ter realizado a conferência de imprensa onde dá garantias do avanço da empreitada para o concelho.
Os planos de expansão da rede de ;etro do Porto incluem o prolongamento da Linha C (Linha Verde) entre o ISMAI (Maia) e Paradela (Trofa).
"É um investimento público da maior importância para o desenvolvimento da Área Metropolitana e não deverá sofrer novos adiamentos, nomeadamente a linha da Trofa", sublinha uma moção da CDU, aprovada pelo órgão deliberativo metropolitano.
Na moção aprovada pela Assembleia Metropolitana, reclama-se ainda ao Governo que adopte as medidas necessárias para atenuar a situação de endividamento da empresa Metro do Porto, "de forma a evitar bloqueamentos futuros".

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Brasil é o mercado que apresentou o melhor desempenho da TAP no primeiro trimestre



O primeiro trimestre de 2010 representou um crescimento no transporte de passageiros na TAP. Este dado se deve, essencialmente, aos mercados brasileiro, africano e norte-americano. De acordo com dados fornecidos pelaempresa lusa, entre janeiro e junho deste ano foram transportados 4.047 mil passageiros, o que representou um aumentou de 5,7% no tráfego de passageiros.
Em termos de transporte de mercadorias, o aumento foi de 26%. Do total operado pela TAP, o Brasil foi o mercado que apresentou o melhor desempenho, registrando um crescimento de 33,5% no primeiro trimestre. Depois, para África – com um crescimento de 12,3%, para os Estados Unidos (10,2%) e para a Europa (3,6%).
A taxa de ocupação global das ligações da companhia de aviação nacional situou-se nos 71,1%, acima do registrado em igual período do ano passado (64,3%).

Portugueses andam cada vez mais de transportes

7/26/2010 Carris (Lisboa)



Existem cada vez mais portugueses a trocarem as viagens de carro pela utilização dos transportes públicos, nas áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa, noticia o jornal Sol.

Segundo o mesmo jornal, do comboio ao autocarro, passando pelo metro e pelo barco, as empresas de transportes públicos registam aumentos que chegam aos 2,9% no número de passageiros e de passes vendidos, no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2009.
“É a crise. As pessoas não têm dinheiro para se deslocarem e deixam os carros em casa, em favor da utilização dos transportes públicos”, explica o professor catedrático, especialista em transportes, Fernando Nunes da Silva.
Por exemplo, a Fertagus, operadora do comboio Lisboa-Setúbal, teve uma subida de 2,9% no número de passes mensais vendidos na primeira metade de 2010 – mais 280 mil passes para 10,1 milhões. É a primeira vez que a Fertagus vende mais de 10 milhões de passes em meio ano.
Desde 2005, a empresa registou um aumento de 1,31 milhões de passes vendidos nos primeiros semestres de cada ano, o que demonstra que a fidelização dos passageiros do chamado "comboio da ponte" é cada vez maior.
“Está previsto que, a partir de 2011, a empresa possa atingir o equilíbrio financeiro e tornar-se autónoma do Estado, não recebendo compensações pelo serviço público efectuado”, disse fonte oficial da empresa. Em 2009 a Fertagus recebeu 10,47 milhões de euros de compensações indemnizatórias, tendo devolvido ao Estado 1,92 milhões.

Também a Carris aumentou a venda de passes em 0,81%, isto é, um crescimento de cerca de 18 mil títulos mensais em relação a igual período do ano passado, para um total de 2,1 milhões de passes.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Odebrecht constroi TAV Lisboa-Madri em PPP


22/07/2010
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O trecho português do TAV prevê as estações Lisboa, Évora e Elvas/Badajoz


A construtora brasileira Norberto Odebrecht faz parte desde maio do consórcio contratado pela Elos Ligações de Alta Velocidade S.A. para projetar e construir um trecho português de 167 km do Trem de Alta Velocidade Porto-Lisboa-Madri. O trecho liga Poceirão, na margem sul do rio Tejo, na região metropolitana de Lisboa, a Caia, na fronteira com a Espanha. As estações previstas são Lisboa, Évora e Elvas/Badajoz.
O Governo português adotou o modelo de parceria público-privada (PPP), em regime de pagamento pelo uso da linha e venda de passagens. O Governo será responsável por cerca de 36% do investimento. A operação será feita pela rede ferroviária portuguesa, Refer, pelo período de duração de 40 anos.
Segundo diretor de Investimentos em Infraestruturas da Odebrecht em Portugal, Renato Mello, serão investidos 1,6 bilhão de euros na PPP, com geração de cerca de 4 mil empregos.
O contrato foi assinado em maio, as obras devem começar ainda este ano e a previsão de operação é final de 2013.
O trem de alta velocidade deverá permitir, em 2013, viajar entre as duas capitais ibéricas em menos de três horas, e conectar Portugal com a rede ferroviária de alta velocidade europeia.
Além da Odebrecht, fazem parte do consórcio construtor a Soares da Costa, Lena, Dragados, Edifer e Zagope. Além do consórcio construtor, também fazem parte da Elos a Brisa, a espanhola Iridium do grupo ACS, e os bancos portugueses Caixa Geral de Depósitos e Banco Millennium BCP.
A tecnologia ainda não está decidida, mas desde os finais da década de 1990  o serviço Alfa Pendular da empresa Caminhos de Ferro Portugueses, circula com os comboios Pendolino, da Fiat/Alstom, ligando Portugal desde Braga no norte até ao Algarve no extremo sul do país a uma velocidade comercial de 220 km/h .  A Odebrecht participou de melhoramentos e ampliações nesta linha.
No exterior, a Odebrecht participou de estudos e proposta da linha do TAV de Miami a Tampa, nos Estados Unidos, e prepara-se para concorrer a outros projetos naquele país. Está interessada na terceira ponte sobre o Rio Orinoco, que terá rodovia e ferrovia, na Venezuela; está construindo a extensão da Linha Amarela do Metrô do Porto, em Portugal; a extensão do Metrô de Miami até o aeroporto; a Linha 2 do Metrô de Los Teques, na Venezuela; o Trem Elétrico de Lima, no Peru; e as Linhas 4 e 5 do Metrô de Caracas, também na Venezuela.

Vai nascer uma nova Alcântara, menos dependente do carro

7/22/2010 - Carris Lisboa



A Câmara Municipal de Lisboa aprovou ontem o Plano de Urbanização de Alcântara, que prevê a diminuição do fluxo automóvel através de uma nova estação de comboio, que unirá a Linha de Cascais à Linha de Cintura, e um metro ligeiro até Campo de Ourique.

Alcântara vai passar a ser, finalmente, uma parte do miolo da cidade e acabamos com um impasse em que deixámos muitos investidores durante anos”, explicou ontem o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, depois da aprovação do novo plano para Alcântara.

O projecto foi desenvolvido por uma equipa orientada pelo arquitecto Manuel Fernandes de Sá e prevê a união da Linha de Cascais e da Linha de Cintura com uma estação a construir no bairro do Alvito.

Assim, a estação de Alcântara-Mar será “enterrada” e a de Alcântara-Terra reformulada, com interfaces intermodais. Ainda segundo explica o Público, haverá então uma ligação de metro ligeiro entre o Alvito e Campo de Ourique (Rua Maria Pia), que chegará depois à Estrela. Aqui, encontrará a Linha Vermelha do Metro, através da extensão da rede.

Mas há mais: a fazer a encosta do Alvito, haverá um meio mecânico que ligará esta estação à Baixa de Alcântara. Aqui, voltará a ser construída uma rotunda, mas que já não levará o trânsito à Ponte 25 de Abril.

Assim, o actual acesso à ponte ficará para veículos prioritários e transportes públicos, sendo construído um novo ramal na Avenida de Ceuta e que contornará a norte a estação de tratamento de águas residuais que está a ser construída.

Haverá também a abertura de um túnel entre a Avenida de Brasília e a 24 de Julho, pelo que será desmontado o viaduto da Infante Santo.

Este projecto, que prevê também viadutos pedonais e cicláveis, seguirá agora para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, indo depois para consulta pública.

O Publico explica também que esta nova Alcântara depende agora da vontade do Governo, da Refer e do orçamento de ambos.

Para além de “distribuir” – e não canalizar – o trânsito, a nova Alcântara terá mais residências, emprego e até um hospital privado. O objectivo é criar uma nova centralidade na zona. Leia o artigo do Público